sexta-feira, 7 de setembro de 2007

7 de Setembro


Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,Desafia o nosso peito à própria morte!
Ó Pátria amada,Idolatrada,Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandezaTerra adorada,
Entre outras milÉs tu, Brasil.Ó Patria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,Pátria amada,Brasil!
Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garridaTeus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida""Nossa vida", no teu seio, "mais amores"
Ó Pátria amada,Idolatrada,Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme quem te adora, a própria morte,
Terra adoradaEntre outras mil, És tu Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,Pátria amada,Brasil!

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